sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Paixão x Amor

Não foi uma paixão arrebatadora como eu imaginei que seria. Na época eu estava com a cabeça em tantos outros lugares, que mal me permitia ser de um só que fosse sério ou exclusivo. Era ego inflado, pura vontade de aparecer.

Confesso que me senti sufocada, cercada e com vontade de gritar com todas suas entradas. Mesmo assim eu dei uma chance para que a coisa acontecesse, por quê? Porque seria fácil estar com alguém que me amava, porque seria cômodo? Porque me senti forçada? Não! Ou pode ser... ou porque assim eu teria outra história para contar, sei lá! Eu sou confusa, sou inconstante...Mas por essas e outras ficamos cara a cara, e aconteceu. Não perdi o fôlego, mas senti o frio na barriga. Eu precisava sentir falta, precisava de mais, e aos poucos foi acontecendo. Hoje eu digo que te amo, mas e a paixão arrebatadora? Já tive tantas! Sabe quantas duraram? Sabe quais delas foram o suficiente para manter um relacionamento? NENHUMA. Elas são cheias de fantasias, vontades, excitações, mas com prazo de validade, e quando se acalmam os ânimos, sobra a convivência, a realidade, o sapo ao invés do príncipe, as contas, os defeitos, as frustrações, e todo um pacote, que não nos importávamos antes e que não sabemos o que fazer com ele depois.

Você estava encantado, mas ao invés de afagos, te dei muito susto com as minhas crises, dia a dia, e verdades nada confortáveis, te pedi um tempo para todo doce que estava disposto a me oferecer, porque precisava te ver como realmente era, e então me presenteou com toda sua essência.

Com você tenho aprendido que muito mais precisa acontecer e existir para se viver bem e em paz com o outro. Que se pode amar sem sair do chão e ficar cega e que por menos poético que isso pareça, o que existe entre nós é formidavelmente pleno, acaricia o coração e a alma.

Eu te amo, você é tudo que eu pedia, mas só me dei conta tempos depois. Me desculpa meu jeito meio estúpido de ser, minha impulsividade, que na verdade só quer dizer que não sei lidar ainda com isso porque tenho medo de estragar tudo.

Tenho tanto para falar de nós, mas deixe estar, vou com calma, como tenho seguido desde o começo. Sem pressa, mas segura, escrevendo páginas completamente inéditas da minha vida.

By Mari

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Desejos...

Quero esquecer a noite vazia que trouxe lágrimas de desespero.
Quero esquecer o silêncio do dia em que percebi que não havia saída.
Quero entender a imensidade que existe no amor.
Quero aprender com a infinidade de erros que cometi.
Quero esquecer o passado, também, esquecer o futuro.
Quero um olhar verdadeiro.
Quero viver o riso sincero e inocente de criança.
Quero cantar desvairadamente com a minha melhor amiga.
Quero correr sob o céu estrelado sem destino e a lua servindo de guia.
Quero encarar a dor e o medo como guerreira, ás vezes, donzela.
Quero ser capaz e digna de perdão, gratidão e até solidão.
Quero o ronronar do gato e a fidelidade do cão.
Quero colo de mãe, carinho de pai, amizade de irmão.
Quero falhar e ser capaz de me conceder perdão.
Quero manter a fé e a esperança.
Quero me perder na estrada da vida e que seja, em busca de um sonho.

Pra Sempre, Clarice....

Ela é eterna.....


"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

Clarice Lispector

Carrego seu coração comigo

Já que não temos tempo, nem inspiração pra escrever sobre nossas 'bobagens' rs

deixamos aqui um lindo poema de E. E. Cummings

Eu Carrego seu coração comigo
(Eu o carrego no meu coração)
Eu nunca estou sem ele
(onde quer que eu vá, você vai, minha querida;
e o que quer que eu faça sozinho, eu faço por você, minha querida)

Eu não temo o destino
(porque você é o meu destino, minha doçura)
Eu não quero o mundo por mais belo que seja
Porque você é meu mundo, minha verdade.
Este é o maior dos segredos que ninguém sabe.

(Você é a raiz da raiz, e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida;
que cresce mais alta do que a alma pode esperar
ou a mente pode esconder.
Este é o milagre que distancia as estrelas

Eu Carrego seu coração
(carrego no meu coração)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma Quase história...

Era uma vez uma quase história...

Quase porque nunca aconteceu. Talvez tenha acontecido nos sonhos e fantasias daquela menina de quatorze anos que jaz em algum lugar dentro de mim. Ou talvez eu tenha pensado que ela foi embora, mas de vez em quando bate aquele medo e aquela zonzeira que me faz acreditar que ela nunca se foi, apenas se disfarçou nas olheiras de uma mulher de quase trinta que finje ser segura e dona da própria vida. E eu já não sei quem manda mais dentro de mim.
Eu queria tanto saber porque ela desenhou um nome, um rosto, um corpo, e mais um monte de ideais pra um alguém e o chamou de "principe", ou "homem da minha vida", ou "homem ideal". Eu não sei porque ela se aprisionou em algum quarto escuro e acreditou que alguém viria com um cavalo e um escudo e a salvaria dela mesma.
Eu queria tanto olhar pra esse fantasma e saber se algum dia existiu uma possibilidade mínima de se encaixar no sonho dela. Eu queria rasgar o peito e tirar esse coração dilacerado e te mandar via sedex pra saber se você é capaz de juntar todos os pedacinhos. Eu queria vomitar toda essa ilusão e purificar minha alma dessa dor que eu engoli por toda minha vida e que causou uma indigestão de sentimentos. Eu queria que você visse eu me fantasiar de alguém irresistivel com rímel, batom e todos os luxos que uma mulher pode ter e sempre ter a cara lavada por lágrimas no dia seguinte. Eu queria que você me dissesse que também sente a dissônancia da palavra solidão. Eu queria que você despertasse e viesse me salvar porque essa seria a única forma de matar a ilusão do que é amar.
E essa mesma menina que habita dentro de mim despertaria da inocencia virginal de acreditar que existe felizes para sempre e um ponto final. E pudesse crescer para encarar toda essa responsabilidade de ser tudo o tempo todo porque para desejar a perfeição e felicidade absoluta é preciso saber transformar sua vida em perfeição e felicidade absoluta e esquecer que o mundo lá fora existe. Ao invés disse ela engole um veneno que torna a vida amarga e me faz pensar em desistir a cada dia porque ela acredita que a tragédia torna a história mais bonita.
Eu queria que a menina inocente se transformasse em mulher selvagem que não tem medo do escuro, que se alimenta da noite de lua cheia e gosta de sentir a terra tocar a sola dos seus pés e sem medo algum pudesse se despir diante da vida.
Eu queria tantas coisas que não podem ser ditas porque perderiam o mistério do segredo que nem eu mesma conheço.
Mas acima de tudo, eu queria morrer pra essa ilusão e descobrir quem você realmente é e quem eu realmente sou e finalmente que essa quase história se transformasse em sempre ou nunca e tivesse um ponto final.

sábado, 21 de novembro de 2009

Até as estrelas morrem...

Ontem acordei. Não de um sonho, mas de uma fantasia. Uma das mais belas que já ousei fantasiar, talvez louca, talvez utópica, mas o mais lindo era que independente disso tudo, eu sempre acreditei nela.
Por alguns momentos pensei haver uma linha tênue entre fantasia e realidade. Por alguns momentos achei que havia magia nisso tudo, achei que havia uma força ou energia que sempre me traria esperanças, mas de repente percebi que não depende só de mim. Que minha fantasia não pode ser real sozinha, e que não tenho forças pra levar essa espera adiante pois vejo um caminho longo a minha frente, preciso trilha-lo, não sei qual o destino, mas preciso seguir adiante.
E subitamente acontece! Me vejo aprisionada no quarto escuro da minha mente tentando me libertar. E me liberto. Me libertei muitas vezes e sei que continuarei me libertando, se eu continuar insistindo em fugir e me esconder na prisão que eu mesma criei.
Ás vezes acho que criei essa prisão, pra te esperar. Lá no quarto escuro, você seria a luz que iria me fazer enxergar uma saída. Ou nos libertaríamos juntas, porque sempre estivemos juntas nas sombras. E hoje me dei conta que nunca fugi, tive medo como todos temos, mas eu sempre tive a força que era necessária para encarar as provações, karmas, solidão e pra me entregar ao amor. Mas eu queria te esperar. Queria que vivêssemos nossa fantasia juntas, que vivêssemos a entrega, a superação e a alegria juntas.
Hoje me pergunto, alguém me esperou? Alguém realmente me procurou?Talvez eu seja cega e não tenha percebido, afinal, temos provações, vidas, e experiência individuais e não podemos fugir disso, mas eu nunca desisti disso.
Nas noites de lua cheia, cansada ou cheia de energia eu tentava te ver, falar com você, resgatar nossa fantasia. E esperei, esperei, sorri, chorei. Sozinha. Eu também tenho pedras no meu caminho, eu também tenho medos que tento superar, eu também preciso de amor, de palavras, de perdão. E agora acho (posso estar errada) que solitária, eu enfrentarei tudo. Não há nada de errado nisso, embora seja triste, embora pareça um adeus, não é. Apenas a constatação de que temos momentos em que precisamos da solidão, e viver temendo ela é o pior dos erros.
Você pode ter o amor de pai, irmãs e irmãos, de amigos, o amor de uma alma gêmea, de um filho e o mais puro e incondicional dos amores : o amor de mãe, mas ainda assim somos sozinhas pois as muitas coisas que te completam não podem estar ao seu lado, ao mesmo tempo e sempre. Essa é a primeira, e mais difícil lição : Aprender a suportar a solidão.
Não me vejo a frente de nada, nem de ninguém. Talvez eu tenha fugido na direção errada, e você fugido pra direção certa. Talvez nunca saibamos pra qual direção correr. Talvez sejamos forças que não podem existir sozinhas mas não conseguem se encontrar. Como a água e o fogo, como o fogo e o vento. Como o Sol e a Lua esperando o eclipse para se encontrar. Sei lá. Eu vejo três estrelas perdidas em um céu imenso e são sempre as três estrelas que vejo. Não vejo um mapa no céu, nem estrela Dalva ou Saturno. Só encontro a Lua e as mesmas três estrelas. E sei que posso vê-las sempre que olhar pro céu e isso me consola. Eu sei que estarei lá pra vocês e descobri que três marias tem nome : Mintaka, Alnilan e Alnitaka.
Mas só nomes não revelam quem somos. Só palavras não nos conduzem ao conhecimento, e só ações não nos conduzem a sabedoria. E tudo o que podemos fazer é sentar, olhar para o céu e esperar um resposta mesmo sem saber qual é a pergunta.
Alguma vezes parece complicado demais, algumas vezes parece simples mas quero esquecer disso, parar de tentar encontrar respostas e simplesmente me entregar.
O tempo passa, dias, meses, anos. E até as estrelas morrem. Mesmo que não vejamos, lá no infinito elas desvanecem. Todos precisamos da transformação, da morte mas não quero viver a espera. Quero viver....simplesmente viver....feliz ou triste, não importa. São momentos, experiências, crescimento!
Essa noite queria que pudesses ouvir o vento na sua janela, os pássaros cantando, a voz da vida. Queria que pudesses sentir que o sol te aquece, te abraça e te consola trazendo uma força que ninguém e nada possa superar e que a noite ela vêm vestida de Lua e estrelas iluminar as sombras do nosso destino. Queria que pudesses esquecer da frieza e superficialidade do mundo e voltasse a nossa fantasia....

Talvez um dia....

By Lilian

Ele não presta mas assim é bem melhor!

Sempre fui bem enturmada. Uma facilidade incrível de fazer amigos, afinal eu me envolvo demais, como em todo o resto na minha vida, sinto demais e com um extremismo assustador. Nunca gosto de cara, mas quando vira as costas começo a fantasiar a amizade mais verdadeira e profunda. Em algum lugar do passado, fiz uma aposta com o Rafa, que faria o cursinho sem fazer se quer um amigo novo... Perdi! Mas ganhei um dos melhores anos da minha vida, resumi a minha adolescência em 12 meses, de onde ainda saem as melhores histórias.

Hoje continuo assim, sempre na busca de novas emoções, talvez para ter sobre o que escrever, e encher a minha vida como fazem com as lingüiças. Foi nesse meu caminho torto e desengonçado que eu te conheci, cai no papo, me levantei e agora compartilho das risadas da minha própria tolice.

Você é completamente o meu oposto, o que me confronta o tempo todo para deixar de ser essa coisinha boba, sensível e com medo de tudo. É cheio de confiança enquanto eu vivo cheia de duvidas, não tem medo de ficar sozinho, enquanto eu agarro meu travesseiro no escuro para conseguir sentir algo de concreto em meio ao vazio.

Quando estou down, não espera que eu vá até você pedir ajuda, não me nega, mas também não me põe no colo. Faz mais que isso! Me dá o empurrão que preciso para voltar ao eixo. Se estou bem, está ai também, para rirmos mais um pouco de coisas tontas ou compartilhar de segredos e interesses sórdidos.

Você é bruto e chucro como popularmente dizem. Carrancudo, e com humor ácido! Diz o que bem entende, e se lasque quem nem se interessava em saber. Entendeu? Aposto que não! Você nunca entende e sempre coloca a culpa na minha pontuação e no meu jeito de despejar as coisas sem uma ordem lógica (acho que nem sei o que é isso). E então me xinga, ou solta um dos seus comentários marrentos sobre as minhas bobices, ou pior, ri de mim e de toda a minha confusão. Pede a minha atenção com freqüência, e de todas as maneiras possíveis, e eu estou sempre por perto e faço o possível para que você tenha mais motivo de bater no peito e dizer que sempre consegue tudo, me divertindo aqui com toda essa sua pretensão, e fingindo que sou boba e que você me dobra.

Enquanto eu caço amores e histórias de felicidade, você vive por ai cobiçando meia dúzia de rabo de saia, e massageando o ego com cada conquista. Faz cada uma se sentir única e acreditar que seja! Proposital ou acidentalmente, mas elas sempre acreditam.

Em meio as minhas paixões avassaladoras e as suas safadezas, sempre sobra algum tempo pra gente. Entre nós não tem enrolação, é tudo preto no branco e nada além da fantasia dos amigos para sempre . Nada disso é o que queremos ou precisamos, mas é tudo que temos, e que bom que é TER com você, afinal ninguém saberia tirar melhor proveito.

Para ser bem sincera , você não presta (no melhor sentido da palavra), mas talvez eu preste menos ainda por ver graça e encanto em tudo isso. Sempre esperei uma amizade como a sua, sem papas na língua ou contradições. Alguém que eu pudesse mandar se ferrar com a mesma intensidade que digo que amo, ou dar tapas de “sai daqui” no braço com sorrisos no rosto, enquanto me aperta e diz “vem”. Talvez a nossa amizade tenha prazo de validade, e daqui alguns tempos nem saibamos o paradeiro um do outro, mas aqui esta o nosso presente, para te lembrar de quanto me divirto e de quanto tudo isso pode ser bom, e quem sabe, pelo menos em palavras, possa ser eterno.


PS.: Você não gosta, mas é inevitável ouvir essa música e não rir lembrando de você.


"BAD BAD BOY (Nazareth)


I’m a bad, bad, boy
And I’m gonna steal your love
Said I’m a bad, bad, boy
And I’m gonna steal your love
Come take me to your house
Then I’m gonna rip you off
Well I made my first kill
With the old town girl
She was the apple of her daddy’s eye
Well that woman looked up at me
And I said honey we’ll be
Together ‘till the day I die
But I lied..."


By Mari