terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Mi alma gitana
Toda essa inconstância.
Todo esse caos interior.
Todas essas palavras desconexas.
É a minha alma cigana gritando por liberdade.
domingo, 12 de dezembro de 2010
A Ironia do meu destino...
O Amor é uma linda mulher, forte e corajosa, serena e benévola, mergulhada em sua calmaria encontra a paz.
A Solidão é velha senhora viajante, repleta de sabedoria, liberta da calmaria e da loucura e que só ,entre o Céu e o Inferno, encontra a sua verdadeira essência.
A ironia é que, desde sempre, eu me sinto uma velha...
O Amor é Cego...
Friedrich Nietzsche
E PORQUE O AMOR É CEGO...
Há muitos e muitos anos, tantos quantos nem se pode contar, narra a lenda, a paz reinava no Olimpo dos deuses e a felicidade na Terra dos homens...
A fortuna imperava nos países, a paz entre as nações, a harmonia entre os lares, e o amor entre os afortunados casais...
Até que um dia uma mulher da Terra traiu o marido com um deus do Olimpo. E dessa união adúltera nasceu uma filha muito louca, tão louca que lhe deram o nome de “Loucura”...
Os deuses do Olimpo ficaram preocupados e fecharam as portas do celestial monte - residência divina - para que jamais a menina Loucura violasse os portões sagrados...
Entretanto...
Certa vez, brincando nos jardins do Olimpo, o menino Cupido, Deus do Amor e filho da Deusa Vênus, quando brincava nas majestosas aléias, encontrou “Loucura” que conseguira burlar a vigilância e penetrar os divinais jardins dos deuses...
Logo ficaram amigos. Brincavam juntos, corriam pelos corredores e aléias ajardinadas em incansáveis brincadeiras, mesmo a contragosto da mãe, Vênus.
Vez por outra discutiam. Brincavam e brigavam, como todas as crianças.
Vênus proibira terminantemente que o filho se encontrasse com a pérfida “Loucura”, afirmando que ela seria a causa de todos os infortúnios no Olimpo dos Deuses e na Terra dos humanos...
Mas criança é criança e Cupido jamais obedeceu à divina mãe.
Encontrava-se de vez em quando com a nova amiguinha para os folguedos infantis, alegres e inocentes de todas as crianças, sejam filhos de deuses ou de humanos...
E Cupido e “Loucura” brincavam e brigavam, brigavam e tornavam de bem, como fazem as crianças normais...
Numa dessas discussões Loucura empurrou Cupido que bateu com a cabeça em uma rocha e ficou desmaiado...
Chamada ao local, a mãe Vênus, vendo o filho ensangüentado, desmaiado sobre a rocha, segurou-o nos braços e, enlouquecida pela dor, procurou Asclépio - o Deus da Medicina...
Após os exames de praxe, Asclépio, sentenciou:
- Cupido não morrerá porque é um deus, e como tal imortal... Mas o ferimento é grave, provocou uma concussão no cérebro...
Olhou com piedade a Deusa Mãe e concluiu:
- Cupido ficará cego para sempre. Jamais verá a luz do Sol!
Desesperada e cheia de ódio, Vênus clama por vingança. E exige um Conselho dos Deuses para julgar “Loucura”...
No Julgamento, cada Deus pronuncia a sua sentença.
O Deus Mercúrio - Deus do Comércio - propôs um pagamento em ouro, como compensação pela gravidade do crime...
Marte - o Deus da Guerra - sentenciou a Lei do Talião: “Loucura” provocou a cegueira de Cupido. Que furem os olhos da criminosa para que fique cega também...
Em seguida, falou a Lua:
- “Como mãe, jamais permitirei a terrível pena do Talião: proponho que “Loucura” seja encerrada em uma masmorra escura e que, como Cupido, jamais veja a Luz do Sol”...
Assim cada deus afirmou a sua sentença.
Finalmente falou Saturno - Chronos - o Deus do Tempo, regente da Lei e do Carma:
- “Nada do que foi proposto restituirá a visão a Cupido. Como ele não pode caminhar sozinho porque está cego, sentencio que Loucura seja condenada a guiar pelo braço o menino Cupido, por todos os lugares, e por toda a eternidade”...
E esta foi a sentença confirmada pela unanimidade dos deuses.
Por Assuramaya
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Cansada...
Ontem fiz meu mapa astral, ou melhor, tentei e percebi que esse veneno corre em minhas veias e faz parte de mim. Cansei de ser eu mesma, queria inventar um outro alguém. E invento, fácil. Uma nova mulher, um novo amor, uma nova vida que só existe no mundo abstrato. Ela é parte de mim e não é, ao mesmo tempo. É o oposto que anseio e renego. Se sou a santa meditativa, ela é a pomba gira desbocada. Se sou a água da vida, ela é fogo que aniquila.
Cansei de procurar palavras, cansei das expectativas. Estou feliz e ao mesmo tempo deprimida. E essa dualidade me confunde e cansa. Cansei de ter saudade do que nunca foi.
Ser o que somos condicionadas a ser, confunde e cansa. Somos ou temos que ser mulheres bonitas, esposinhas, mães, namoradas, amigas e quem não é fica desesperadamente procurando ser. Procurando o homem ideal, a casa de cerquinha branca, as crianças e o cachorrinho correndo pelo quintal contrariando totalmente nossa realidade urbana, imunda e poluída de violência onde um final feliz com o príncipe ou sapo, não combina nada com a baldiação as 18hrs na Sé e nem a paisagem da Av. Paulista.
Ser santa é ser tonta, ser livre é ser puta. Ser apegada demais é ser tonta, ser desapegada demais é ser puta. A tão superficial definição que nos faz não saber o que queremos e vivermos em torno do alguém que nunca vai preencher o vazio.
Sabe de uma coisa, não adianta escrever para alguém que existe ou que não existe, sobre toda essa imensidão de ser mulher. Não adianta, porque só entende quem é mulher ou quem não pode ser seu. Ele pode ser bonito, preencher todos os requisitos, mas não vai ser seu...porque não existe tal manifestação da perfeição. Ou melhor, ela existe, no ápice da paixão. Sabe quando ele te olha e você fica sem fôlego, a perna bamba, as mãos suam seu coração dispara e você quer que ele te rasgue inteira? Pura química da paixão com prazo de validade.
Talvez eu esteja sendo fria, mas a gente precisa ser se procura o amor. Um dia a euforia acaba e o que resta são os laços mais puros e sinceros que possam existir. O desejo de compartilhar, de caminhar lado a lado, sem a loucura de possuir o que já é seu desde o primeiro olhar e claro, todo começo tem sua euforia e loucura que se acalma mas ainda te faz ser louca por ele, tão louca que essa falta, esse vazio, esse desejo de ficar sem fôlego e com borboletas no estômago se tornam uma gostosa lembrança de uma fase louca e feliz. Mas cansa....Cansa ser mulher, ter tpm, chorar com romances de finais felizes possíveis e impossíveis. Cansa querer ser Julieta, cansa porque eles querem as menininhas pra casar e também querem a loira gostosa que todo mundo conhece o gosto, cansa ser santa e ter que negar seu lado puta, cansa querer amor e querer paixão. Cansa, essa falta não sei do que...
Cansa...e eu continuo te amando.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Paixão x Amor
Não foi uma paixão arrebatadora como eu imaginei que seria. Na época eu estava com a cabeça em tantos outros lugares, que mal me permitia ser de um só que fosse sério ou exclusivo. Era ego inflado, pura vontade de aparecer.
Confesso que me senti sufocada, cercada e com vontade de gritar com todas suas entradas. Mesmo assim eu dei uma chance para que a coisa acontecesse, por quê? Porque seria fácil estar com alguém que me amava, porque seria cômodo? Porque me senti forçada? Não! Ou pode ser... ou porque assim eu teria outra história para contar, sei lá! Eu sou confusa, sou inconstante...Mas por essas e outras ficamos cara a cara, e aconteceu. Não perdi o fôlego, mas senti o frio na barriga. Eu precisava sentir falta, precisava de mais, e aos poucos foi acontecendo. Hoje eu digo que te amo, mas e a paixão arrebatadora? Já tive tantas! Sabe quantas duraram? Sabe quais delas foram o suficiente para manter um relacionamento? NENHUMA. Elas são cheias de fantasias, vontades, excitações, mas com prazo de validade, e quando se acalmam os ânimos, sobra a convivência, a realidade, o sapo ao invés do príncipe, as contas, os defeitos, as frustrações, e todo um pacote, que não nos importávamos antes e que não sabemos o que fazer com ele depois.
Você estava encantado, mas ao invés de afagos, te dei muito susto com as minhas crises, dia a dia, e verdades nada confortáveis, te pedi um tempo para todo doce que estava disposto a me oferecer, porque precisava te ver como realmente era, e então me presenteou com toda sua essência.
Com você tenho aprendido que muito mais precisa acontecer e existir para se viver bem e em paz com o outro. Que se pode amar sem sair do chão e ficar cega e que por menos poético que isso pareça, o que existe entre nós é formidavelmente pleno, acaricia o coração e a alma.
Eu te amo, você é tudo que eu pedia, mas só me dei conta tempos depois. Me desculpa meu jeito meio estúpido de ser, minha impulsividade, que na verdade só quer dizer que não sei lidar ainda com isso porque tenho medo de estragar tudo.
Tenho tanto para falar de nós, mas deixe estar, vou com calma, como tenho seguido desde o começo. Sem pressa, mas segura, escrevendo páginas completamente inéditas da minha vida.
By Mari
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Desejos...
Quero esquecer o silêncio do dia em que percebi que não havia saída.
Quero entender a imensidade que existe no amor.
Quero aprender com a infinidade de erros que cometi.
Quero esquecer o passado, também, esquecer o futuro.
Quero um olhar verdadeiro.
Quero viver o riso sincero e inocente de criança.
Quero cantar desvairadamente com a minha melhor amiga.
Quero correr sob o céu estrelado sem destino e a lua servindo de guia.
Quero encarar a dor e o medo como guerreira, ás vezes, donzela.
Quero ser capaz e digna de perdão, gratidão e até solidão.
Quero o ronronar do gato e a fidelidade do cão.
Quero colo de mãe, carinho de pai, amizade de irmão.
Quero falhar e ser capaz de me conceder perdão.
Quero manter a fé e a esperança.
Quero me perder na estrada da vida e que seja, em busca de um sonho.
Pra Sempre, Clarice....
Ela é eterna.....
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
Clarice Lispector
Carrego seu coração comigo
deixamos aqui um lindo poema de E. E. Cummings
Eu Carrego seu coração comigo
(Eu o carrego no meu coração)
Eu nunca estou sem ele
(onde quer que eu vá, você vai, minha querida;
e o que quer que eu faça sozinho, eu faço por você, minha querida)
Eu não temo o destino
(porque você é o meu destino, minha doçura)
Eu não quero o mundo por mais belo que seja
Porque você é meu mundo, minha verdade.
Este é o maior dos segredos que ninguém sabe.
(Você é a raiz da raiz, e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida;
que cresce mais alta do que a alma pode esperar
ou a mente pode esconder.
Este é o milagre que distancia as estrelas
Eu Carrego seu coração
(carrego no meu coração)
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Uma Quase história...
Quase porque nunca aconteceu. Talvez tenha acontecido nos sonhos e fantasias daquela menina de quatorze anos que jaz em algum lugar dentro de mim. Ou talvez eu tenha pensado que ela foi embora, mas de vez em quando bate aquele medo e aquela zonzeira que me faz acreditar que ela nunca se foi, apenas se disfarçou nas olheiras de uma mulher de quase trinta que finje ser segura e dona da própria vida. E eu já não sei quem manda mais dentro de mim.
Eu queria tanto saber porque ela desenhou um nome, um rosto, um corpo, e mais um monte de ideais pra um alguém e o chamou de "principe", ou "homem da minha vida", ou "homem ideal". Eu não sei porque ela se aprisionou em algum quarto escuro e acreditou que alguém viria com um cavalo e um escudo e a salvaria dela mesma.
Eu queria tanto olhar pra esse fantasma e saber se algum dia existiu uma possibilidade mínima de se encaixar no sonho dela. Eu queria rasgar o peito e tirar esse coração dilacerado e te mandar via sedex pra saber se você é capaz de juntar todos os pedacinhos. Eu queria vomitar toda essa ilusão e purificar minha alma dessa dor que eu engoli por toda minha vida e que causou uma indigestão de sentimentos. Eu queria que você visse eu me fantasiar de alguém irresistivel com rímel, batom e todos os luxos que uma mulher pode ter e sempre ter a cara lavada por lágrimas no dia seguinte. Eu queria que você me dissesse que também sente a dissônancia da palavra solidão. Eu queria que você despertasse e viesse me salvar porque essa seria a única forma de matar a ilusão do que é amar.
E essa mesma menina que habita dentro de mim despertaria da inocencia virginal de acreditar que existe felizes para sempre e um ponto final. E pudesse crescer para encarar toda essa responsabilidade de ser tudo o tempo todo porque para desejar a perfeição e felicidade absoluta é preciso saber transformar sua vida em perfeição e felicidade absoluta e esquecer que o mundo lá fora existe. Ao invés disse ela engole um veneno que torna a vida amarga e me faz pensar em desistir a cada dia porque ela acredita que a tragédia torna a história mais bonita.
Eu queria que a menina inocente se transformasse em mulher selvagem que não tem medo do escuro, que se alimenta da noite de lua cheia e gosta de sentir a terra tocar a sola dos seus pés e sem medo algum pudesse se despir diante da vida.
Eu queria tantas coisas que não podem ser ditas porque perderiam o mistério do segredo que nem eu mesma conheço.
Mas acima de tudo, eu queria morrer pra essa ilusão e descobrir quem você realmente é e quem eu realmente sou e finalmente que essa quase história se transformasse em sempre ou nunca e tivesse um ponto final.
sábado, 21 de novembro de 2009
Até as estrelas morrem...
Ele não presta mas assim é bem melhor!
Sempre fui bem enturmada. Uma facilidade incrível de fazer amigos, afinal eu me envolvo demais, como em todo o resto na minha vida, sinto demais e com um extremismo assustador. Nunca gosto de cara, mas quando vira as costas começo a fantasiar a amizade mais verdadeira e profunda. Em algum lugar do passado, fiz uma aposta com o Rafa, que faria o cursinho sem fazer se quer um amigo novo... Perdi! Mas ganhei um dos melhores anos da minha vida, resumi a minha adolescência em 12 meses, de onde ainda saem as melhores histórias.
Hoje continuo assim, sempre na busca de novas emoções, talvez para ter sobre o que escrever, e encher a minha vida como fazem com as lingüiças. Foi nesse meu caminho torto e desengonçado que eu te conheci, cai no papo, me levantei e agora compartilho das risadas da minha própria tolice.
Você é completamente o meu oposto, o que me confronta o tempo todo para deixar de ser essa coisinha boba, sensível e com medo de tudo. É cheio de confiança enquanto eu vivo cheia de duvidas, não tem medo de ficar sozinho, enquanto eu agarro meu travesseiro no escuro para conseguir sentir algo de concreto em meio ao vazio.
Quando estou down, não espera que eu vá até você pedir ajuda, não me nega, mas também não me põe no colo. Faz mais que isso! Me dá o empurrão que preciso para voltar ao eixo. Se estou bem, está ai também, para rirmos mais um pouco de coisas tontas ou compartilhar de segredos e interesses sórdidos.
Você é bruto e chucro como popularmente dizem. Carrancudo, e com humor ácido! Diz o que bem entende, e se lasque quem nem se interessava
Enquanto eu caço amores e histórias de felicidade, você vive por ai cobiçando meia dúzia de rabo de saia, e massageando o ego com cada conquista. Faz cada uma se sentir única e acreditar que seja! Proposital ou acidentalmente, mas elas sempre acreditam.
Em meio as minhas paixões avassaladoras e as suas safadezas, sempre sobra algum tempo pra gente. Entre nós não tem enrolação, é tudo preto no branco e nada além da fantasia dos amigos para sempre . Nada disso é o que queremos ou precisamos, mas é tudo que temos, e que bom que é TER com você, afinal ninguém saberia tirar melhor proveito.
Para ser bem sincera , você não presta (no melhor sentido da palavra), mas talvez eu preste menos ainda por ver graça e encanto em tudo isso. Sempre esperei uma amizade como a sua, sem papas na língua ou contradições. Alguém que eu pudesse mandar se ferrar com a mesma intensidade que digo que amo, ou dar tapas de “sai daqui” no braço com sorrisos no rosto, enquanto me aperta e diz “vem”. Talvez a nossa amizade tenha prazo de validade, e daqui alguns tempos nem saibamos o paradeiro um do outro, mas aqui esta o nosso presente, para te lembrar de quanto me divirto e de quanto tudo isso pode ser bom, e quem sabe, pelo menos em palavras, possa ser eterno.
PS.: Você não gosta, mas é inevitável ouvir essa música e não rir lembrando de você.
"BAD BAD BOY (Nazareth)
I’m a bad, bad, boy
And I’m gonna steal your love
Said I’m a bad, bad, boy
And I’m gonna steal your love
Come take me to your house
Then I’m gonna rip you off
Well I made my first kill
With the old town girl
She was the apple of her daddy’s eye
Well that woman looked up at me
And I said honey we’ll be
Together ‘till the day I die
But I lied..."
By Mari
Ausencia não sei do quê...
Esta acabando mais um dia. Até tentei me concentrar no trabalho hoje, mas ainda assim perdi o foco várias vezes. Uma tal “ausência de não sei o que” voltou a cutucar. A boca fica seca, parece que você não come há dias, não dorme há dias. É como se tivesse acabado de apertar o botão ‘start’ e você nem sabe como chegou ali, naquela cadeira, diante daquele computador, naquele escritório, junto com aquelas pessoas. e você tem muito a explorar à sua volta, então arrisca um assunto com o colega, você quer interagir, e ver mais. Mas então percebe que este universo inexplorado só existe para você. Os outros estão no piloto automático, vivendo a vida previsível, mas “feliz” que eles desejaram, e se não for como desejaram, fazer o que? É a vida, Deus quis assim!
Tudo isso é uma violência contra a minha existência! E a tal da “ausência de não sei o que” só aumenta diante de tanta banalidade!
Bom, de qualquer forma cheguei
Sou assim com a comida, com amigos, com trabalho, com romances então, nem se fala.
Não precisa ser bonito e não precisa ter dinheiro, tendo todos os dentes da boca, sendo higiênico e sabendo falar, principalmente palavras que agucem minha mente fértil, já tem grandes chances de virar tema da minha próxima narrativa. Não importa se estarei com você por uma noite, ou para o resto da vida, me faça imaginar e não se arrependerá. Se não serve para alimentar minha imaginação, não serve para mim.
Eu sou daquelas que tem trilha sonora para tudo. Que escuta uma música e lembra de um momento, lembra de alguém, ou se imagina amanhã fazendo algo com alguém que nem conhece, num lugar que nem sabe se existe, num por do sol de uma segunda-feira enquanto mata o trabalho, e nem se preocupa, porque ao som daquela música a vida ganha um sabor de despreocupação. Quando enjôo de algo escolho uma música saudosista, quando a imaginação está a mil, e a empolgação comanda vem aquela música feliz com uma batida rebolativa no refrão, e você escuta bem alto com seu fone de ouvido na fila do banco quase tirando o velhinho da fila preferencial para dançar...
Eu vivo cada dia como se fosse um episódio daqueles seriados americanos, com câmeras me filmando, e microfones capazes de capturar meus pensamentos. Me preocupo com o que possam ouvir, e dou risada sozinha, num super close para câmera depois de pensar em algo bem sacana. Até que fica tudo mais divertido assim, estou sempre atrás de um close, ou de coisas que estão além do meu campo de visão ou ao alcance do meu tato, porque acredito que são essas coisas que vão preencher a “ausência de não sei o que” que me consome. Eu corro atrás da felicidade possível, mas a improvável é muito melhor, e é lá que ainda vou chegar.
Enquanto não chego, o final de cada dia como hoje, fica marcado por imagens de amigos que reencontrei enquanto estava no correio, de uma discussão com a minha mãe, de uma meta comprida na empresa, ou da espera de um telefonema enquanto os pés começam a escorregar da parede, que acho que já esta bem firme, não vai desabar, o letreiro começa a subir, no roda pé o anúncio dos patrocinadores, e de fundo não podia faltar a bendita trilha sonora...
OCEANSIZE – Music for a Nurse
And a piece of the pictures bitten right out of the middle
I'm alone and thinner I feel
Is this a prayer?
Anaesthetise me just just til you return
I feel the loss like a squandered opportunity to whisper
You're all we ever needed
Oh shapes fall into place
For once in a life you make
A clean breakaway
And did you know
that everything you touch is blessed and all the richer
for your love, a better being
and if i display
Just a fraction of the soul you showed in this world
Then i know ill see you again
oh love so much to give
and too few to share it with
wastes you away
the dream it comes again and again
you're here
it's you
I pull you close and
hold you tight
into the sky you go
you go
and I can't change it
I can't change it
By Mari
Sujeito Passivo ou oculto? Nextttt, please
Hoje eu passei o dia escrevendo sobre você. Sobre o que eu tive que optar, como eu senti e como estou me sentindo. Mas desisti de postar. Sabe, eu já previa isso.
Alias, isso já era mais óbvio do que a minha outra opção toda programada, a que eu escrevi um script com todas as vírgulas e o bem dito ponto final que era para não ter erro. Mas você conseguiu ser mais previsível que isso.
Foram as mensagens de bom dia acompanhadas de tanto desejo que fizeram a mulherzinha mamão com açúcar dentro de mim estremecer, e entre meu desejo com hora marcada e o sentimento imprevisível, cai onde eu menos devia.
Ainda assim eu me pego fingindo que não sabia, e que acreditava que as coisas poderiam ser diferentes. Rsrs cresce Mari!
Só precisou de um abraço, para a mulher fodona, cheia de não me rele não me toque se transformar na bobona sensível. Mas eram tantos dedos e bocas que não sobrava um pedacinho de mim sem você, e eu cada vez mais vulnerável e pequena perto da sua grandeza de “boas intenções”. Adorava quando me abraçava de maneira que estralava todos os meus ossinhos, enquanto me erguia e levava mais perto de você.
(Ossinhos, até falando no diminutivo, patético!)
O celular agora fica do outro lado da casa, que é para não sentir falta de ouvir o bip das mensagens... mas elas ainda chegam. Em grande parte é do resto da lista, tantas opções que envaidecem o ego, mas não preenchem aquele vazio do estomago. Em meio das dezenas de mensagens, tem uma sua, sem vontade alguma, talvez só pra me fazer lembrar que existiu. Gosto de lembrar, na verdade nem esqueço!
Mas nem precisa se preocupar, joguinhos de conquista foram muito interessantes aos meus 15 anos. Agora quero alguém por mim, e que será retribuído se demonstrar interesse. Meu ego me proíbe ação se não houver reação.
Você é legal, divertido e temos gostos em comum, uma amizade para levar adiante. Só preciso sair da fase de desintoxicação. E fica tudo bem de novo!
Agora que eu já me entreguei, que escrevi o que não queria mais escrever e fui tão previsível quanto você... está afim? Não? Licença então... next please!
By Mari
"(...) Intenções soltas e desejos desconexos. Esse mistério todo é uma violência contra a minha inteligência. Sejamos diretos para não sermos idiotas: eu te quero. Você me quer? Não sabe? Ah, então vá pra puta que te pariu.
(...) Seja inteligente, faça jus à espécie, seja Sapiens. Perceba o sinal verde, ultrapasse. " Tati Bernardi
Sempre, Mariana!
Bruxaria : Bom, já nem sei quanto sentido isso faz na nossa vida. Talvez faça sentido m
as não da mesma forma que há anos. Mas o mais importante de tudo isso, foi que isso me trouxe a Mari e melhor ainda, me levou a ela, o que seria dela sem mim....rsssss!Rafael : Temos que falar do nosso maninho mesmo
Montenegro : Oswaldo, o que dizer? Ele é demais, e transforma em versos e melodia tudo o que sentimos! Não houve um momento da nossa vida e da nossa amizade que ele ficou calado! Ele sempre canta o que queremos dizer ou gritar ou calar. E quando sinto saudades dessa amiga querida por ela não estar sempre comigo, lembro que nosso menestrel diz "Sempre não é todo dia..."Onde vá
ia de merda do meu antigo relacionamento de merda e tentando por o ponto final. Acho que passei anos tentando por o ponto final. E derepente, quem? Mariana me manda um texto da Tati que dizia tudo....tudo e mais um pouco. Então fiquei fascinada e apaixonada pelo trabalho dela. E tbm nos inspiramos nisso pra escrever...tudo bem que não chegamos perto de sermos como ela, mas pelo menos nos sentimos livres quando escrevemos. Eu não lembro o texto, mas sei que foi em 2004 que a Mari me mandou e vou deixar aqui um trecho de um dos que mais me marcou : o texto Diga não aos covardes! By Lilian
A Valsa
"Senhoras e senhores, o momento mais esperado da noite: A Valsa"
- Me consede a dança senhorita?
- Claro - com meio sorriso...
- A observei durante todo jantar...
- Nem notei que viera...
- Sempre espirituosa!
- Se é assim que prefere chamar...
(tipico insistente e incoveniente, evite sempre que possivel)
- Não é possivel que tenha me esquecido, quantos se dedicaram tanto aos seus caprichos como eu?
- Tem certeza que quer saber?
- Com licença, será que posso lhe tomar a dama?
- Nós estamos....
- Claro!
- Penso que te salvei senhorita?
- Sempre aparece em boa hora!
- Sou privilegiado em dançar com a anfitriã?
- Eu que fico honrada em poder dançar com tão belo par!
(ele é tão cheiroso e elegante, mas não caia em tentação. Já deitou na cama de todas as damas deste salão, das casadas até as viúvas, e um dia há de aparecer na minha)
- Aquele rapaz não para de te olhar...
- O filho do banqueiro? Oh não, la vem ele pedir para dançar...
- Se quiseres garantir seus empréstimos, acho bom aceitar!
- Ele se veste como se acabara de sair da guerra, emite sons desagradáveis! É um péssimo cavalheiro!
- Posso?
- Senhorita, esta entregue...
- Como sempre formosa!
- Grata...
(nunca dependa de um favor de um tipo como esse. É prejudicial ao seu olfato e sanidade mental)
- A valsa é algo interessante, dois passos para cada lado e logo se toma o salão...
- Se tivesse mais passos talvez estaria mais ocupado em dançar e menos em pisar nos meus pés...
- És um diamante bruto...
- Que nem todo seu dinheiro conseguiria comprar!
- Adoro desafios, tenho certeza que na próxima dança estará em meus braços!
- Não estaria tão confiante, nem se quer estarei aqui na próxima dança, meus pés doem e preciso descançar.
- Cavalheiro, desculpe mas preciso tomar-lhe a dama..... - Senhorita, me daria a honra?
- Claro, .... O senhor?
- Não me conhece, mas fique tranquila, como todos aqui recebi o convite.
- Conhece meu advogado? ou talvez deva ser amigo de...
- Não vim a convite de nenhum senhor ou senhora aqui presente que não de ti,minha estimada dama.
(Nunca se entregue aos braços de um estranho como se entregasse sua vida ao acaso)
- MAs se não lhe conheço, como posso ter mandado o convite?
(Mais alguns passos e rodopios e então ele apenas sorri, e aplaude a musica)
- Creio que esteja cansada?
- Esta tarde ... já não aguento mais tantas voltas e passadas!
- Quem sabe na próxima valsa...
- Quem sabe...
(Mal pude perceber, disfizera toda estabilidade e autoconfiança, e como nunca pude antes, me vi sozinha, agora esperando um estranho voltar e me encontrar, porque eu mesma não era capaz de achar o caminho de volta)
By Mari
Bandolins - Oswaldo Montenegro
Como fosse um par queNessa valsa triste
Se desenvolvesse
Ao som dos Bandolins...
E como não?
E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim...
Seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio
Se dançar assim
Ela teimou e enfrentou
O mundo
Se rodopiando ao som
Dos bandolins...
Como fosse um lar
Seu corpo a valsa triste
Iluminava e a noite
Caminhava assim
E como um par
O vento e a madrugada
Iluminavam a fada
Do meu botequim...
Valsando como valsa
Uma criança
Que entra na roda
A noite tá no fim
Ela valsando
Só na madrugada
Se julgando amada
Ao som dos Bandolins...
Amigo Capa de revista
Existem situações que não há como negar, são providencias divinas. Há não mais que uma semana eu chorava compulsivamente. O término do namoro (ok foi opção minha mas dói), saudades de amigos distantes, despedida de outros que nem foram tão amigos assim, família , tudo, exatamente tudo era motivo para chorar.
Ta eu sou e sempre fui chorona sei bem, assim como medrosa, manhosa, carente e o que mais quiserem adjetivar. Aliás é disso que gostam, não é? Adjetivar, por bem ou mal do ego de vocês mesmos, mas sem perder o costume.
Se eu for a amiga, serei útil e leal, compartilharei das intimidades sem fazer parte delas, e se eu tentar compartilhar minhas intimidades, aff o mundo desaba! Porque diabos eu devo parecer assexuada? "Oh meu deus, quanta vulgaridade, que foto é essa????" e bla bla bla de falso puritanismo que só pode e deve funcionar comigo.
Se eu for a carente, manhosa entre outros, serei o mimo que podem por embaixo da asa... ok isso até pode ser legal, mas sempre me dizem para ser forte e impor a minha personalidade, mas se eu faço isso estou "forçando ou fingindo"
Bom, mas ai vem as providencias divinas que eu tratava. Aquela forcinha que você espera para acreditar um pouco mais que pode! Que não tem nada de errado, que você continua sendo você mesma quando deseja algo a mais, sem fuga e sem disfarce, só querendo acrescentar e se descobrir em novas perspectivas. Quando a ajuda é do sexo oposto então, não preciso nem comentar rs.
Ele parece capa de revista (já te falei isso kk), tem milhares de fãs, é sensato, divertido (as noites não são mais as mesmas) e safadinho também rsrsrs. O importante é que ele me entende como se me conhecesse ha muito tempo, e me da uma noção de mim mesma que eu nunca percebi que existia!
Eu não sei se nossa amizade vai durar semanas, meses, anos ou quem sabe para sempre. Quando ou se vamos nos trombar por ai e “resolver tudo” rsrs, mas essa experiência já marcou e vou lembrar do meu mais novo estranho amigo intimo sempre que me olhar no espelho ou ficar com dúvida.
Para quem não tem um desses, recomendo, faz bem a saúde e sanidade!
Acredito que teremos muitas histórias para relatar aqui, essa foi só para constar a sua real existência rs!
Mari
Dedicado a Vinicius Blumen
